Revista de Medicina Desportiva

Ano 13 | Nº05 – Setembro 2022

ENTREVISTA: Dr. Diogo Santos
FMUP: Resumos e comentários
Leite: uma muito boa bebida para a hidratação após o exercício físico
Comentário: Exercício físico nos atletas com miocardiopatia hipertrófica: uma luz ao fundo do túnel
Tema 1: Perfil Clínico e Hábitos Desportivos de Atletas Veteranos de Trail Running de Longas Distâncias: Importância do Exame-Médico Desportivo
Tema 2: Síndrome Facetária Lombar
Tema 3: A Patologia Medular e a Prática Desportiva. Paraplegia e Tetraplegia, as Especificidades
Tema 4: Artroplastia Total do Joelho, Exercício e Desporto
Caso Clínico: Benefícios da Terapêutica com Bomba Infusora de Insulina na Criança Atleta com Diabetes Mellitus tipo 1
Notícia, Resumos, Agenda e muito mais…

A Doença de Parkinson e o Momento da Fisioterapia
Dr. Basil Ribeiro

MEDICINA DESPORTIVA, VILA NOVA DE GAIA

 

 

Caminhar 10.000 passos por dia: meta desejável ou mito urbano?
Dr. Christopher Labos, cardiologista.Medscape Cardiology – 21 mar 202

EDITORIAL

Dr. Basil Ribeiro

Linha Única

O exercício da profissão médica, ou de outra da área da saúde, é um privilégio e uma honra, permite-nos ver o sorriso que nos agradece, mesmo quando nos limitamos a fazer aquilo para o que estamos treinados. Sentimos a dor, lemos a tristeza nos olhos, ouvimos os desabafos, o calor da mão que nos aperta comove-nos, damos o abraço solidário, tentamos melhorar um pouco o mundo que nos rodeia, o mundo daquele que busca a nossa ajuda. Com disponibilidade olhamos, ouvimos as queixas, vemos a nudez do corpo que se despe, a mente há muito que se despiu para nós. Não importa onde estejamos, pode ser no hospital, no consultório, no corredor ou no recinto desportivo. Estamos sempre de prevenção, estamos sempre prontos para ajudar, há sempre alguém que precisa de ser tranquilizado. Atuamos em momentos difíceis, no acidente ou na emergência do hospital, no campo de futebol ou de batalha. Não damos o corpo às balas, mas damos carinho e atenção, estamos ali para ouvir e atuar, nem sempre para curar, mas sempre para acompanhar

quem nos estende o braço e pede ajuda. Pouco queremos em troca, queremos tolerância algumas vezes, outras queremos compreensão sobre as nossas limitações, mas queremos sempre, não importa onde, queremos ser respeitados. Mesmo quando defendemos as cores de outro clube na disputa desportiva. Não podemos aceitar que outros, que as circunstâncias promoveram, sejam incorretos, mal-educados e passeiem a sua impunidade. São um mau exemplo para a sua classe profissional, para os mais jovens e para os seus adeptos, devem ser líderes que festejam as vitórias e aceitam as derrotas, as quais não são mais que uma consequência da sua incapacidade para ganhar naquele dia e um sinal do mérito de um adversário que também pode e merece ganhar. Nada justifica deixar um médico, no final de um jogo, no meio do campo, em direto na TV, de braço esticado na busca de um aperto de mão de simpatia e de cortesia, não o cumprimentar, virar-lhe as costas, ao mesmo tempo que pronunciava frases injustas e nada assertivas.

Basil Ribeiro, Diretor

DESTAQUES

RMD ANO 13 | Nº5

ENTREVISTA

Dr. Diogo Santos

COMENTÁRIO

Exercício físico nos atletas com miocardiopatia hipertrófica: uma luz ao fundo do túnel

Prof. Doutor Nuno Cardim

Hospital da Luz Lisboa; CorSport. Lisboa

“… o conceito atual é que não existe evidência científica que demonstre que todos os doentes com MH devam ser sistematicamente proibidos de participar em desportos competitivos para lá de desportos… o risco deve sempre ser discutido e assumido por ambas as partes (decisão partilhada), pois é inquestionável que mesmo atletas com MH com baixo risco de MS podem ser vítimas deste evento (é importante não esquecer que o risco de MS em doentes com MH é sempre maior que o da população sem doença, mesmo em grupos de baixo risco)… Por outro lado, palavras de bom senso e prudência em relação a esta liberalização são sempre necessárias e bem-vindas, não havendo, no estado atual do conhecimento evidência científica clara que permita definir com elevado grau de precisão o risco em todos os doentes.”

CASO CLÍNICO

BENEFÍCIOS DA TERAPÊUTICA COM BOMBA INFUSORA DE INSULINA NA CRIANÇA ATLETA COM DIABETES MELLITUS TIPO 1

Dr. Eduardo Oliveira, Dr. José Carlos Carneiro, Dr. Manuel Vaz

Physical activity and insulin therapy are the basis of treatment in diabetes mellitus (DM) type 1. Sports activity of the diabetic patients increases the risk of disglicemic events. A child, male gender, seven years old, football player, with personal record of type 1 DM came to medical office for pre-competition medical screening, two months after starting a continuous subcutaneous insulin infusion (CSII) technology, with analytical and clinical improvement. People with type 1 DM should maintain physical activity, so athletes, parents, coaches, and other sports agents should be educated on management of disglicemic events. Each athlete with DM should have a diabetes care plan for practices and games. CSII reduces the risk of disglicemic event, but do not remove it.

RESUMO E COMENTÁRIO

Portuguese Football Federation consensus statement 2020: nutrition and performance in football

Dr. Samuel Canelas, Dr. João Soares Torres

RESUMOS

XXXII Curso de Reabilitação e Traumatologia de Coimbra 2022

Prof. Doutor João Branco, Prof. Doutor João Páscoa Pinheiro, Dr. João Oliveira, Dr. António Araújo, Dr. Paulo Margalho, Dr. Henrique Jones, Dra. Joana Santos Costa, Dr. Pedro Figueiredo, Dr. Nuno Loureiro, Dr. Daniel Freitas

TEMA

Perfil Clínico e Hábitos Desportivos de Atletas Veteranos de Trail Running de Longas Distâncias: Importância do Exame-Médico Desportivo

Pedro Brito Lança, Dra. Inês Ricardo, Prof. Doutora Ana Abreu, Prof. Doutor Hélder Dores

Objectives: To characterize the sport practice of veteran middle long distance running athletes in Portugal; to assess the prevalence of cardiovascular (CV) risk factors; to know the assessment methodology and the clinical follow-up performed. Methods and Results: A questionnaire was designed and sent to athletes who have participated in events of the Portuguese Trail Running Association. Conclusion: The percentage of veteran middle-long distance running athletes with up-to-date SME and regular medical evaluations is far from ideal. It is important to alert to the importance of clinical assessment of extreme exercise athletes for its ability in early detection of exercise-induced pathological adaptations and CV diseases that may lead to serious clinical complications.

CONGRESSO

TEMA

Artroplastia Total do Joelho, Exercício e Desporto

Dra. Joana Pinheiro, Dra. Lurdes Rovisco Branquinho, Dr. João Faria, Prof. Doutor João Páscoa Pinheiro

Total knee arthroplasty (TKA) is an effective procedure to control pain and stimulate the functionality of the femorotibial knee. Several studies have shown that the need for a surgical intervention is increasing in young individuals. In this context, exercise prescription and sport practice promotion after TKA has a growing relevance, especially as a component that increases functionality and quality of life.

TEMA

A Patologia Medular e a Prática Desportiva. Paraplegia e Tetraplegia, as Especificidades

Dr. João Nuno Malta, Dr. Amílcar Cordeiro, Dr. António Araújo, Prof. Doutor João Pinheiro

The authors present the interest of exercise and sport on the promotion of health and functionality in subjects with spinal cord injury, namely paraplegia and quadriplegia. The benefits of sports practice are described, as well as the specificities identified in these populations. Some exercise prescription, identified as adequacy and safety, are also presented.

TEMA

Síndrome Facetária Lombar

Ft. Pedro Martins Farinha, Dr. Diogo Lino Moura

Low back pain originating from lumbar facet joints or zygapophyseal joints has been identified as a potential cause of low back pain. Facet osteoarthritis, a degenerative pathology, is the most common cause of facet pain, and its prevalence increases with age. Facet syndrome is a frequent diagnosis in rhythmic and acrobatic gymnastics athletes, surfing, bodyboarding, and yoga, due to its characteristic repetitive and / or maintained movements of hyperextension and rotation of the lumbar spine. The facet syndrome does not yet reach consensus from its diagnosis to the therapeutic strategies adopted, being still poorly understood, and probably underdiagnosed, which implies the need for further investigation.

COMENTÁRIO

LEITE: uma muito boa bebida para a hidratação após o exercício físico

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TEMA DA SEMANA

Dutch multidisciplinary guideline on Achilles tendinopathy

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19º CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA DESPORTIVA DA SPMD – 2022-2023

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IOC FRAMEWORK ON FAIRNESS, INCLUSION AND NON-DISCRIMINATION ON THE BASIS OF GENDER IDENTITY AND SEX VARIATIONS

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PARCEIROS

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